Juro do Cartão de Crédito: 403.5% ao ano, 33.6% ao mês, 1.12% ao dia

No último dia 23 de Setembro/2015 foi divulgado em vários veículos de informação que os juros médios cobrados pelos “bancos” nas operações com cartão de crédito rotativo voltaram a subir em agosto e atingiram a marca de “403.5% ao ano”, isso significa “33.6% ao mês” e “1.12% de juro cobrado por dia”. – O fato se dá por que quando o cliente entra no crédito rotativo a empresa o considera inadimplente e nesta condição a regra é esfolar e aplicar juros, multas e encargos diversos ao livre arbítrio por parte dos bancos que financiam os saldos devedores das faturas dos cartões de créditos dos consumidores.

A taxa, “por enquanto”, é um novo recorde histórico na série do setor, todavia, pode esperar que em breve será superada, uma vez que os bancos fazem o que querem para ganhar dinheiro no paraíso financeiro chamado Brasil.

Administradora de cartão de crédito não é instituição financeira, trata-se apenas de uma empresa civil comum que sempre anda de braços dados com um banco parceiro, – após o pagamento do valor mínimo da fatura, este banco parceiro por sua vez assume a administração dos valores devidos e, livremente inclui a aplicação de juros, multas, tarifas e encargos diversos que incham os valores devidos de maneira astronômica, prática esta, vetada à administradora de cartões e permitida somente aos bancos.

Quando a administradora de cartão de credito oferece seu produto para aquisição a mesma divulga uma taxa de juro que será cobrada ao mês, – esta taxa é a que será aplicada no valor que o consumidor pagará no primeiro vencimento da fatura, seja ele o mínimo ou o valor total, todavia, – no caso de pagamento apenas do mínimo, o valor restante que ficará para a próxima fatura é classificado como “rotativo” e para ele as regras são as mesmas praticadas quando o cliente fica inadimplente e – assim o banco parceiro da administradora do cartão vai inchá-lo em 1,12% por dia de atraso de forma capitalizada, digo, cobrando juro sobre juro mais multas e encargos diversos determinados pelos interesses da fome deste banco.

Vale lembrar que este banco parceiro que financia o saldo devedor de uma fatura de cartão de crédito possui liberdade para atuar neste cenário, porém, imagino eu, que deveria ser balizando-se nos limites legais e morais, pois, é inadmissível que se utilize desta liberdade para abusar da vulnerabilidade dos usuários destes serviços para se beneficiar.

Como cidadão, considero esta prática como sendo mais grave que roubo a mão armada uma vez que devido a sua vulnerabilidade o consumidor não tem a chance de se defender. – É lamentável…!

By Marcos Antonyo Lima

Setembro 2015 dC



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