Fatos

Primeiro fato:

No ano de 1994 contraí um pequeno empréstimo financeiro, dentro dos critérios oferecidos no mercado para microempresa, minha intenção seria dar uma levantada no meu pequeno negócio e com isto melhorar de vida e progredir, sonho este, idealizado por todo cidadão comum de bem, mas que nesta ocasião, o meu ainda não viria a se concretizar.

Após seis meses de pagamento das altas parcelas, que eram depositadas em uma conta corrente e debitadas por um funcionário do banco, solicitei um parcelamento das restantes, para assim obter mais prazo e uma diminuição dos valores.

Sugeri ao funcionário do banco (gerente da conta) um parcelamento em 24 parcelas, o mesmo disse-me não ser possível devido tratar de um valor relativamente pequeno e, devido à aparente estreita relação profissional que mantinha com o mesmo, sem nenhuma desconfiança, assinei os papéis em branco que o mesmo me enviara e, foi aí que começaram os meus verdadeiros problemas, os quais na íntegra relato no livro “Escravos dos Bancos” e aqui posso adiantar que fui literalmente passado para traz, devido minha ingenuidade e tive minha situação financeira agravada devido as atitudes desse banco, além de ser desrespeitado e ignorado como cidadão e cliente consumidor do mesmo, que ao procurar amenizar a situação com algum tipo de ajuda dentro da estrutura do banco, me senti como uma formiga perdida rodeada de tamanduás.

Contatei, na intenção de obter ajuda, por todos os setores deste banco e desde os funcionários da agencia até o seu presidente, me negaram uma ajuda referente os meus solicitados, foi quando cansado, desolado e decepcionado duplamente, devido a geração do problema e a falta de interesse e boa vontade para resolve-lo, decidi além de pedir vistas aos procedimentos, como também processar este banco, onde peço uma reparação por danos morais e materiais, devido a humilhação me causada como cidadão e pelos prejuízos causados, a mim pessoalmente, quanto ao meu pequeno negócio.

Além disso resolvi exercer cidadania e levar os fatos ao conhecimento da sociedade através de livros, que amadurecida esta ideia, trago agora parte da mesma para esta ferramenta de esclarecimento e utilidade pública.

Segundo fato:

Com o problema do primeiro fato em andamento, para resolvê-lo e também dar continuidade a minha vida profissional e particular, eu necessitara de uma conta corrente bancária, pois os serviços bancários são essenciais na manutenção do desempenho funcional dentro da sociedade moderna e em um certo dia na porta de meu pequeno comércio, adentrou um gerente de relacionamento de um outro banco local, oferecendo abertura de conta corrente em seu banco, com uma série de facilidades, o que iriam me ajudar muito diante desta nova fase da vida, a qual eu realmente precisaria de muita ajuda e incentivo para sair das dificuldades e telas apenas na memória e bem distantes de minha vida.

E assim me tornei mais uma vez cliente deste outro banco, que mesmo escaldado e com alguma experiência, ainda vim a ter problemas, os quais também os relato minuciosamente no livro de deu origem a esta Saga, banco este que também encontra-se na Justiça um processo por mim acionado, reivindicando meus direitos com base na Constituição Federal, nos meus direitos civis e sociais balizados na nossa sábia e escudeira Lei 8078/90, o Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

Terceiro fato:

Um certo dia recente, quando em meu trabalho encontrava-se, recebi uma correspondência, do tipo cobrança, onde constava na mesma, todos os meus dados pessoais com números idênticos aos originais, além da dívida, que “segundo o banco”, a pessoa que a contraíra havia ficado inadimplente e seguindo as normas como haveria, segundo o mesmo, por ter sido avalista desta pessoa, eu agora deveria ser responsabilizado pelo pagamento da referida dívida, inclusive este banco já haveria atendido meu pedido e enviado este comunicado, posicionando-me dos critérios satisfatoriamente adotados para facilitar o pagamento.

Entrando em contato telefônico com ouvidores e o Sac deste banco, confirmei as gentilezas me concedidas por este banco e ainda, a veracidade dos fatos e a existência da dívida, pois mesmo tendo em mãos documento de comprovariam os mesmos, somente me satisfiz ao confirmar com o banco de dados da central deste banco.

Em resumo, tal fato, que aqui enumero como terceiro, se deu através de:

1 – Uma pessoa que não conheço, nunca vi e nunca fui seu avalista.

2 – Uma agência bancária onde nunca adentrei.

3 – Em uma cidade onde nunca estive.

4 – Em um Estado Brasileiro o qual não conheço.

Sobre todos os fatos aqui relatados, possuo documentos originais, que os comprovam, além dos autos processuais e ainda, fazem parte do livro que deu origem a esta Saga do exercício de cidadania e que deverá ser seguido por todos brasileiros que lesados se sintam diante de uma relação unilateral, que lhes tiram e sequestram o direito recíproco do desenvolvimento econômico.