Visão do Autor

“DESIGUALDADE”

A atual estrutura do sistema financeiro nacional, é muito injusta com o cidadão comum, uma vez que o torna refém em potencial dos bancos.

Este fato se dá quando nos impõe esta regra desproporcionalmente às obrigações de responsabilidade dos bancos, que é quando nos empurra para dentro dos mesmos sem nos ser dado nenhuma outra opção de escolha, já que os mesmos e seus serviços são essenciais no panorama social e sequer existe alguma concorrência entre os mesmos e muito menos boa vontade no sentido de promover verdadeiramente e sem demagogia, a transparência, boa fé e respeito ao consumidor.

O sistema financeiro em vigor no Brasil, é um retrato ampliado dos contratos de adesão nos impostos pelos próprios bancos, ele já vem pronto, é arcaico, em série e unilateralmente nos obriga aceitar em bloco suas cláusulas e regras abusivas, que nos desrespeitam e beneficiam excessivamente apenas uma parte, que é exatamente a eles mesmos, os bancos.

Devido a esta quase certa cultura de que somente é cidadão quem tem conta em banco, deveriam os órgãos fiscalizadores implantar um dispositivo que assegurasse proteção automática ao usuário deste sistema emperrado, pois seria mais barato e mais fácil do que urgentemente reformá-lo.

Talvez um seguro obrigatório, que pelo menos garantisse um reparo nas perdas, dos quase certos danos morais que os bancos nos causam, com abusos nos seus serviços.

Já é tempo do consumidor dos serviços bancários, mudar os seus conceitos em relação aos mesmos, pois por mais que nos restringimos a eles, é inevitável devido a sua essencialidade.

Portanto, se você nunca, atrasou um pagamento qualquer, de uma prestação ou financiamento, não se preocupe, pois, isto é inevitável e logo ocorrerá, este é um pesadelo que ronda todo sonho de consumo, porém, faz parte da atual conjuntura econômica viciada, que cada vez mais canaliza o dinheiro na direção dos mais fortes, enxugando o bolso de quem do trabalho depende, deixando-nos na condição de verdadeiros escravos.

O importante em tudo isto, é saber como lidar com o fato quando ocorrer, o primordial é conhecer seus direitos de consumidor, que é quando além de se defender, poderá também ser útil na sua comunidade e tendo ciência da legalidade das atitudes do seu banco no que se refere à composição de dívidas em atraso, você será um consumidor mais esclarecido e estará, em parte, imunizado.

“VULNERABILIDADE”

Abusividade, descaso total e desprezo absoluto às leis e a cidadania, uso de má fé e afronta às leis e ao Judiciário.

Isto é somente uma pequena amostra do que os bancos fazem com o cidadão comum, quando os mesmos se tornam seus clientes e são obrigados a aceitar as condições dos contratos bancários uniformizados unilateralmente a fim de beneficiar apenas os bancos, que como quem houvesse combinado cometem simultaneamente as mesmas atrocidades contratuais.

Contrato por adesão é uma afronta à liberdade de consumo, principalmente quando faz uso e se aproveita da falta de conhecimento e da condição social da maioria dos consumidores para impor cláusulas compostas com palavras técnicas e econômicas completamente alheias aos mesmos. – Isto não é apenas um erro ou descuido, isto se chama má fé, é um ato ilícito, é inaceitável.

Todos os órgãos de defesa do consumidor e da cidadania e todos os departamentos jurídicos sabem e tem conhecimento disto.

Esta situação não pode perdurar, alguma providência tem que ser tomada pelas autoridades:

Os bancos estão tirando a liquidez do mercado, estão sugando o dinheiro da sociedade somente para eles e a continuar assim estaremos caminhando para uma calamidade recessiva grave, onde em poucos anos os bancos terão domínio econômico sobre a sociedade , pois nessa ditadura econômica calamitosa e descabida, somente os mesmos ganham dinheiro e mais ninguém.

Os contratos de adesão impostos em massa pelos bancos a seus clientes, estão recheados de cláusulas abusivas e, às claras, os mesmos não se incomodam nem temem ninguém ao exibi-las e ainda têm a ousadia de na prática contrariar completamente as cláusulas com aparências de legais, quando trocam taxas constantes do contrato pactuado por outras desconhecidas para compor valores de forma completamente indemonstrável, onde quando solicitado uma explicação, se perdem e não conseguem entender como foi feita a trapaça e é quando continuam a encobrir as falhas com descasos e teorias sem nexo nem sentido em vez de admitir o erro e tentar repará-lo, ou pelo menos ter boa vontade de no mínimo amenizar.